Article 160

The traffic of human beings, a real and a current drama

SYNOPSIS

“Trafficking in human beings has become a major problem in Europe. Each year, an increasing number of people, the majority of them women and children, fall victim to trafficking for the purposes of sexual or other exploitation, both within and over borders. This phenomenon has hit unprecedented levels, to the extent that it can be considered as a new form of slavery.” – Introduction from Council of Europe Convention on Action against Trafficking in Human Beings

To me dance is not only an art form but can also be a social/civic instrument. It can be a way to educate, shed light, create awareness and promote dialogue on pressing social and civic issues. It can also be a way to remind us of our moral responsibilities in a world fill with injustices and inhumanity. In the literary theater it is not uncommon to find works that aspire to these purposes but in dance it is rare. From Shakespeare’s Hamlet we have these words, “the purpose of playing [the theater], whose end, both at the first and now [from its invention], was and is, to hold as ’twere the mirror up to nature”.

Here Shakespeare echoes classical authors, who insisted that drama be a form of truth, not mere entertainment. In the theatrical mirror we see our virtues and vices reflected back to us in their true shape: and that I believe is the theater’s moral function.

My creation ARTICLE 160 aspires to remind us of one of history’s most horrible human indignities, slavery, and to alert us to the 21st Century most heinous reiterations of it – human trafficking.

In ARTICLE 160 I do not pretend to speak for, or with expertise about the subject but rather take up perhaps what you might call a more phenomenological position, delving into a point of view, into an authentic artistic engagement with a complex issue. I ask you the audience to not only watch, but also to discuss what you’ve seen.

by Donald Byrd

Cast

Artistic Director: Daniel Cardoso
Choreography: Donald Byrd
Dancers: 7 Dancers
Music: Mark Farina, Custodio Castelo, Mario Kober e Dulce Pontes
Light Design: Hugo Franco
Costumes: Margarida Belo Costa
Photography: C. Cardoso
Production: Raquel Vieira de Almeida

Information

Audience: over 12 years old
Duration: 45 minutes

Article 160

O tráfico de seres humanos, um drama real

SINOPSE

“O tráfico de seres humanos tem vindo a tornar-se num  grande problema a nível Europeu. Todos os anos, um número crescente de pessoas, a maioria mulheres e crianças, são vítimas de tráfico para fins de exploração sexual ou outra, dentro e fora das fronteiras. Esse fenômeno atingiu níveis sem precedentes, na medida em que pode ser considerada como uma nova forma de escravidão. “- Introdução da Convenção do Conselho da Europa relativa à Luta contra o Tráfico de Seres Humanos.

Para mim, a dança não é apenas uma forma de arte, mas também pode ser um instrumento social e cívico. Pode ser uma forma de educar, esclarecer, sensibilizar e promover o diálogo sobre assuntos  sociais e cívicos. também pode ser uma maneira de nunca nos esquecermos das nossas responsabilidades morais num mundo cheio de injustiça e desumanidade. No teatro literário, não é raro encontrar obras que aspiram a esses fins, mas na dança é raro. A partir de Hamlet, de Shakespeare, temos estas palavras, “a finalidade de jogar [o teatro], cujo fim, tanto no primeiro e agora [a partir de sua invenção], era e é, para manter como ‘foram o espelho da natureza”. 

Aqui Shakespeare ecoa autores clássicos, que insistiram que o drama é uma forma de verdade, e não um mero entretenimento. No espelho teatral vemos nossas virtudes e vícios refletidos  de volta para nós na sua verdadeira forma: e eu acredito que é a função moral do teatro.

A minha criação –  ARTIGO 160º – aspira a nunca nos esqueçamos de uma das maiores indignidades da história –  a escravatura e para nos alertar para uma das suas mais hediondas consequências presentes no Séc.XXI – o tráfico de seres humanos.

Em “Artigo 160.º não tenho a pretensão de falar por ou com experiência sobre o assunto, mas sim levar até talvez o que se pode chamar de uma posição mais fenomenológica, investigando de acordo com um ponto de vista, num envolvimento artístico autêntico com uma questão complexa. Gostaria que o público não se limitasse só a ver o espectáculo mas que posteriormente também possa debater o que viu.

por Donald Byrd

Ficha Artística

Direção Artística: Daniel Cardoso
Coreografia: Donald Byrd
Intérpretes: 7 Bailarinos
Música: Mark Farina, Custodio Castelo, Mario Kober e Dulce Pontes
Desenho de Luz: Hugo Franco
Figurinos: Margarida Belo Costa
Fotografia: C. Cardoso 
Produção: Raquel Vieira de Almeida

Informações

Público: maiores de 12 anos
Duração: 45 minutos

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